
Na última quarta-feira, dia 14, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recomendou a suspensão da campanha Bombril Eco. A suspensão baseia-se na denúncia das concorrentes, 3M e Bettanin, que alegaram ter suas imagens afetadas pela campanha. O Conar acolheu o argumento das concorrentes e suspendeu a campanha, que não possuía embasamento ao afirmar que a esponja de aço é mais ecológica que as esponjas sintéticas.
No mês passado, a Skol teve seu comercial, dos ‘hermanos e as latas falantes’, recomendado à suspensão pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais, a partir da denúncia de um estrangeiro residente no Brasil.
O que fica latente nessas situações é a ética na propaganda, ou a falta da mesma. No caso do comercial da Skol, a Constituição Brasileira proíbe qualquer tipo de discriminação, e o Código de Ética da Propaganda Brasileira também abrange este aspecto. Dentro dos princípios gerais, o Art. 20 do Código da Autorregulamentação Publicitária é específico neste caso: salienta que “nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade.” E também garante, através do Art. 32, letra f: “não se caracterize concorrência desleal, denegrimento à imagem do produto ou à marca de outra empresa”.
O CONAR e o Código de Autorregulamentação Publicitária existem para que essas questões sejam debatidas, porém, muitas escapam da visão do órgão regulamentador. E também, muito escapa aos olhos de quem faz propaganda. Se a publicidade e a propaganda seguissem à risca estas normas, elas poderiam correr o risco de transformarem-se em uma comunicação fadada a burocracia? O brilho da propaganda não é exatamente a sacada genial, desde que não haja ofensas ou máculas à imagem da concorrência? Acredito que este seja o verdadeiro desafio do comunicador.
Um caso para o divã: qual seria o limite para que a ética fosse guia e não obstáculo? Há de se pensar se os nossos valores e princípios éticos estão distorcidos, ou se a questão será a revisão do Código da Autorregulamentação Publicitária. Qual a sua opinião?
Por: Laura Pita
Acredito que os limites existem sim. Mas precisam ser bem controlados.
Um bom assunto para debate. Nestes tempos em que a ética e a honestidade estão em baixa (vide o exemplo de nossos políticos, começando pelo Presidente da República, mensaleiros, mensalistas, corrupção em todos os níveis, todo mundo querendo meter a mão no dinheiro público.) Estamos na época do “não vi”, “não sei”, “não é comigo”, etc… As eleições estão aí, vamos ver como será a ética na propaganda eleitoral.
Verdade! Deveriam ter um maior controle.
Comentário
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Muito bom o seu artigo!
Está ha nora de passarmos a limpo a propaganda brasileira. Existe sim propaganda e marketing com ética, mas que estão em via de extinção, já que para vender produtos através da propaganda, os fins justificam os meios.
Estou procurando pessoas interessadas em participar de uma divisão de ética na propaganda a ser montada no Instituto Mãos Limpas Brasil, do qual sou coordenador nacional, sediado em São Paulo. Se conhecer alguém interessado em participar desta divisão do Mãos Limpas queira nos apresentar por favor.
Mtnos Calil
http://www.maoslimpasbrasil.com.br
mtnoscalil@terra.com.br
A propaganda da cia telefonica GVT faz comparaçao de sua banda larga com as concorrentes se utilizando de coisas de consumo,como moveis e outros objetos.Ai perguta:qual namorado vc prefere?Ai aparece seu garoto,alto magro ao lado de outro mais baixo, gordinho, pouco calvo e vestido com roupas coloridas.Afinal estao comparando serviços que podem ser iguais,porque pessoas sao diferentes melhores ou piores,mas impossivel saber apenas pela aparencia,nao e?