
União com as Casas Bahia leva faturamento da rede a 39,2 bilhões de reais, ante 39,4 bilhões da soma das concorrentes.
Amante confesso do futebol, o empresário Abílio Diniz colocou em prática, com seu movimento de união do Pão de Açúcar com as Casas Bahia, o velho chavão esportivo de que o ataque é a melhor defesa.
Numa fase de movimentações intensas por parte da concorrência, a compra de uma rede com faturamento de 14 bilhões de reais ao ano permitirá ao Pão de Açúcar se manter na liderança ou ao menos empatar com os competidores das duas grandes áreas de varejo em que o grupo de Abílio Diniz atua.
No setor de supermercados, a pressão sobre o Pão de Açúcar vinha da possibilidade de uma fusão do Carrefour com o Wal-Mart, que ocupam respectivamente o segundo e o terceiro postos no ranking brasileiro. Como mostrou o Portal EXAME, a especulação de que as concorrentes estão em negociação acelerou o acordo entre Abílio Diniz e Michel Klein, das Casas Bahia.
O temor de Diniz era que o Pão de Açúcar mais uma vez perdesse o topo da lista, reconquistado em junho deste ano por meio da compra do Ponto Frio. A aquisição da rede carioca de eletrodomésticos permitiu ao Pão de Açúcar acrescentar um faturamento bruto consolidado de 4,35 bilhões de dólares aos 20,85 bilhões que a empresa já registrava, num total de 25,2 bilhões de reais.
Ainda seria pouco, caso a fusão Wal-Mart e Carrefour se concretizasse. Somados os 22,47 bilhões de reais do Carrefour com os 16,95 bilhões de reais do Wal-Mart, a empresa resultante alcançaria receita bruta de 39,42 bilhões de reais, ultrapassando com folga o Pão de Açúcar.
Fonte: Portal Exame