26 jul 2010

O feedback das redes sociais para a publicidade

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Gosto de escrever sobre mídias sociais. Não porque elas vão dominar o mundo ou substituir velhos meios de comunicação, mas porque elas deram um UP na publicidade. Antigamente, grandes ações e campanhas só tinham retorno com o acréscimo na área econômica da marca. Claro que isso ainda é característico, mas hoje, esse retorno pode ser instantâneo, dependendo, é claro, do tamanho da campanha.

As influências das redes sociais na publicidade se tornaram muito grande. Quem navega na internet sabe que o poder exercido pelos internautas, principalmente provenientes do Twitter, é forte o bastante para acrescer valor à campanha ou colocá-la para baixo. E neste último quesito temos como fortes exemplos o comercial da Hyundai para a Copa do Mundo – o “tcha-tcha” e seu novo jeito de torcer – e a última polêmica da Web 2.0 a marca da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Ambos sofreram muitas críticas, paródias, piadas no Twitter, Facebook, Orkut, Youtube e afins. O ‘grito de guerra’ do comercial da Hyundai na reta final da Copa chegou até a mudar para “iaê-iaô”. Certamente os executivos da marca perceberam o feedback negativo que o comercial surtiu nos brasileiros, que passaram a intitular a campanha de “o maior mico da Copa do Mundo de 2010” no Twitter. Título pesado para a campanha da Hyundai que foi rechaçada pelo público.

Essa capacidade das pessoas poderem interferir de maneira latente na recepção das campanhas publicitárias deu uma nova cara para a propaganda. Talvez, até muito positiva, retirando o rótulo de ‘manipuladora’, já que o direito de resposta do consumidor ficou muito maior. Que esta ‘voz’ não seja ignorada, pois se transformou em aspecto fundamental e poderoso na decisão do sucesso de uma campanha ou em seu fracasso. Esperamos que a lição esteja sendo aprendida, pelo bem do espetáculo da mídia.

Por: Laura Pita

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