14 jun 2010

O Boom da propaganda nas novas mídias

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Em época de Copa do Mundo, muitas marcas estão indo à forra e colhendo os lucros com suas propagandas. O que mais se vê neste período são manifestações de diversas marcas em prol do Mundial da África nas chamadas novas mídias.

A Visa criou uma campanha e a hospedou em um canal do Youtube, estimulando os torcedores a gritarem gol e compartilharem a paixão pela seleção de seu país. Como recompensa, os vídeos serão selecionados em diversos países, totalizando 12 participantes em um sorteio aleatório. O melhor ganhará uma viagem para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A ação faz parte da Promoção Prepara-se para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.

É um grande exemplo de uso das redes sociais – Twitter, Youtube, Orkut, Facebook. E a utilização desta nova realidade tem assustado muitos adeptos da propaganda tradicional – TV, jornal e rádio. Algumas pessoas ficam atônitas como se esses meios fossem desaparecer, como se o crescimento das redes sociais diminuísse o poder das outras mídias. Porém, acredito que estes indivíduos se enganam ingenuamente. A TV sofreu o mesmo temor quando houve o grande boom da internet, e nem por isso ela é, hoje, menos importante. Engana-se, também, os que pensam que o jornal impresso vai desaparecer em vista da inovação da tecnologia como o iPad e o Kindle.

Tendo em vista um enfoque cultural e social, percebe-se que nem o jornal, nem a TV, muito menos o rádio, vão deixar de existir. Já que, muitas pessoas ainda não possuem acesso a internet, além de que as novas mídias requerem alto investimento por parte do consumidor. Outro motivo para acreditar que não haverá a extinção de um meio para a sobrevivência de outro é que muitas pessoas ainda são conservadoras e preferem produtos e serviços mais tradicionais.

As novas mídias são um suporte valioso para campanhas que circulam pelos meios tradicionais. Mas a junção de ambas acarreta em resultados e campanhas melhores. Ou seja, não há motivo para crer na extinção destes meios ou em sua substituição. A questão aqui é de adaptabilidade para com o público online e o offline. E você, trocaria seu jornal impresso por um aparelho digital com a mesma funcionalidade, a de ser informado? Desabilitaria o seu aparelho de TV e passaria a assistir a programação favorita via web?
São situações a se pensar.

Por: Laura Pita

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