
Logorama, para quem caiu aqui de paraquedas, é um curta de animação que possui 17 minutos de duração. A história é a típica hollywoodiana com perseguições, tiros, arquétipos de mocinhos e bandidos.
Porém, a diferença desta animação é que ao invés de pessoas, os personagens são logotipos, mascotes e ícones de grandes marcas. O cenário também é composto por logos das mais variadas e conhecidas marcas mundiais. E, também, traz mascotes, como Ronald McDonald, no papel de vilão e os bonecos da Michelin no papel dos policiais da trama. Ao todo, são 2 mil marcas utilizadas no curta.
A idéia genial dessa peça foi do trio francês H5 – François Alaux, Hervé de Crécy e Ludovic Houplai. O curta ganhou os prêmios de Cannes – Festival de Cinema e o cobiçado Oscar, o prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, de melhor Curta.
Hoje, temos finalmente a propaganda oscarizada. Afinal, este curta, mesmo que não seja uma peça convencional de propaganda; é um verdadeiro festival de publicidade gratuita. Até seus criadores admitem isto, pois na entrega do Oscar um dos autores torcia para que nenhuma marca os processasse.
A repercussão da animação nos traz também a questão de que todas estas logomarcas se tornaram parte de nossas vidas. No caso dos mascotes e ícones, muitas marcas nem sequer precisam ser mencionadas para que nos venham a lembrança. Isso também se deve ao fato de que a globalização nos permite entender mais de 80% das marcas do filme.
O curta metragem não é só brilhante pelas sacadas e piadas no decorrer da trama, mas também por fazer-nos refletir sobre o poder de uma marca; o grande convívio que temos com elas; e como o símbolo ou a imagem de determinado produto é capaz de nos remeter a qualidade, respeito e confiança da marca.
Você já parou para pensar nisso?
Por: Laura Pita