17 mar 2010

Diferentes, mas iguais

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“Na nossa cultura fomos treinados para nos diferenciarmos de todos. Você olha para uma pessoa e imediatamente a insere num modelo: esperto, burro, velho, novo, rico, pobre… Fazemos todas essas distinções bi-dimensionais, julgamos por categorias e tratamos a todos desta maneira. Daí concluímos que só vemos os outros separados de nós, no modo em que eles estão afastados. E uma das descobertas mais dramáticas da experiência de estar com outra pessoa é, de repente, reparar que certos aspectos são exatamente iguais aos seus… é experimentar o fato de que a essência que há em você e a essência que há em mim são, no fundo, uma só. A compreensão de que não há um outro. Somos todos um.” Richard Albert.

Identificar e definir grupos são dois pontos que o marketing e o branding buscam juntos. Nenhuma nova categoria de produto ou serviço é sustentada, se nela não existirem pessoas que queiram fazer parte de determinado grupo. As marcas além de divulgar categorias/produtos/serviços, são uma forma de iconizar pessoas, sob seu próprio consentimento, no estilo “me diga o que consomes que te direi quem és”. Apple, BMW, Adidas, Diesel, Coca-Cola, Fiat, CCE, Acer, Dolly… Todas essas marcas representam e defendem um posicionamento, distinguindo seus públicos.

Pense um pouco sobre as roupas que você usa, a propaganda que assiste, os hobbies que pratica, os meios de comunicação não pagos que você digere no seu dia-a-dia. Você está sendo influenciado de forma consciente? Ou apenas absorve e deixa que seus instintos façam o resto?

Somos todos um em nossa essência, porém precisamos nos diferenciar, pois é isto que desassemelha o ser humano dos outros animais. Essa mesma essência que nos destrói diariamente, nos diferencia, faz com que tenhamos sonhos, agindo como um combustível que nos faz correr atrás de um ideal, nos transformando únicos neste universo.

Nem sempre acredite nos seus olhos e nos seus ouvidos. Acredite naquilo que torna você feliz, não os outros.

Por: Fabio Machado

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