17 mai 2010

A Copa do Mundo enriquece a publicidade

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A Copa do Mundo da África do Sul se aproxima. Agora falta menos de um mês para começarem os festejos, as partidas e a peleia. E uma das consequências disso é a influência na publicidade mundial. Com a contagem regressiva para o evento máximo do futebol, os apelos midiáticos se tornam mais enfáticos.

Os patrocinadores oficiais da Copa, e de cada seleção, aproveitam todo o dinheiro investido e alavancam suas marcas. E o que mostra como esse evento é importante, são as adiantadas ações que se desenvolvem a longo prazo. Se a Copa da África está prestes a começar, grandes empresas já miram o Brasil de 2014. Um exemplo é a disputa protagonizada pelas marcas Nike e Adidas, as duas maiores fabricantes de material esportivo do mundo, respectivamente. A Adidas, que já domina o mercado europeu, quer patrocinar também a Seleção Brasileira. Afinal, além de ser o maior campeão do evento, o Brasil será sede do Mundial em 2014. (Confira ações da disputa no final deste post.)

Por outro lado, a Nike é a patrocinadora oficial da seleção canarinho, até o final de 2014, e foca seu esforço nas vendas em países emergentes. Para brigar pela Europa, sua aposta é na marca Umbro, adquirida há três anos pela empresa, utilizando os 63 anos da marca para apresentar o lado retrô da Nike.

O que se pode ver hoje é que as duas gigantes estão aproveitando o momento de entusiasmo global para apresentar novos produtos relacionados com o futebol. Aproveitando-se de ícones do Mundial e de grandes times do Brasil – caso da Nike com os meninos da Vila (Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho).

Toda a mídia e a importância dada a esta paixão mundial, nos fazem refletir sobre o poder do futebol – não como instituição ou lazer, mas como marca. Se observarmos o futebol nacional como negócio, temos a marca Grêmio como um ótimo exemplo. Segundo a coluna Economia e Cia do Jornal O Globo, a marca do clube gaúcho é a que mais cresce no país desde 2004, apresentando um índice de 218%. Crescimento superior ao de outros clubes brasileiros com torcidas mais expressivas. Como Flamengo e Corinthians que estão, respectivamente, em primeiro e segundo lugar com 17 e 12%, segundo pesquisa do DataFolha. Trazendo o Grêmio em 6ª colocação, com 4% na preferência dos torcedores.

Isso mostra que o investimento no valor de marca exerce um poder fortíssimo também neste esporte e não apenas em época de Copa do Mundo. Afinal, se o futebol sempre dá pano para manga, porque o marketing deve usufruir do seu poder somente a cada quatro anos? Se por acaso, fosse testada essa influência midiática com o mesmo enfoque em outros campeonatos, como Brasileirão, Copa do Brasil e Copa Libertadores, acredito que todos sairiam ganhando: os torcedores, os clubes e, principalmente, as empresas que investem em marketing esportivo. Não é mesmo?

Adidas

Nike

Fontes: ypslon2.com, espbr.com, usefashion.com e globoesporte.com.

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